sexta-feira, 26 de abril de 2013


"Difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama. Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter condições de sofrer. "
Bob Marley.



"Eu não pensei que fosse pra tão longe essa viagem..."

Índios modernos


Quando falamos em índios a primeira coisa que vêm à mente são um grupo de pessoas que vivem em ocas no meio das matas. De fato os índios ainda vivem assim em alguns casos, pois a tradição continua viva em algumas tribos que não a abandonaram.
A história indígena deixa as pessoas comovidas e até mesmo mostra a inocência e a coragem de um povo, mas atualmente os índios não são mais vistos assim, pelo menos em sua grande maioria. Muitos índios acabaram acompanhando a evolução por necessisdade e até mesmo sobrevivência, com isso abandonaram muito de suas tradições. Atualmente eles sabem falar fluentemente não só o português, mas outros idiomas e também sabem fazer uso do computador e internet.
A imagem que temos dos índios no ano de 1500 deve morrer, afinal nada é mais como antes, mas não poderíamos esperar que fosse diferente porque os índios são uma comunidade que faz parte de uma sociedade e essa sociedade como todas as outras foi se modificando dentro do tempo. Já pensou como seria ver pessoas andando sem roupas e sem o mínimo de civilização entre nós.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O diário de Bridget Jones


O Diário de Bridget Jones é uma narrativa em forma de diário que expôe a intimidade de uma mulher inglesa,solteira, de 30 anos, que se apavora ao pensar que pode ficar solteirona, quando seus amigos estão se casando. Numa festa de fim de ano, é apresentada a Mark Darcy, advogado de Direitos Humanos, conhecido da família desde que ele e Bridget eram crianças. Ela o considera um esnobe e procura ignorá-lo. Existem os envolvimentos amorosos equivocados com homens complicados, um pai e mãe em processo de separação, amigos entrando em crise conjugal, tudo isso juntamente com uma vida de solteira de classe média, tentativas de abandonar o tabaco, parar de beber muito, para decomprar bilhetes de loteriae principalmente emagrecer. Diante da decepção com o colega de trabalho Daniel, Bridget resolve mudar de emprego e as situações por que passa na tentativa de se sair bem na nova função são simplesmente hilariantes. Hilariante também é a tentativa de preparar um jantar para os amigos, utilizando-se de um livro de receitas complicadíssimas e que acaba levando-a a servir uma sopa azul, e uma geléia de laranja. Enfim, sua mãe separada de seu pai e com um envolvimeto amoroso com um charlatão, torna-se fugitiva da polícia e, na tentativa de ajudá-la, Marck Darcy se envolve com Bridget e os dois acabam juntos, como namorados. O livro é divertido, arranca de nós algumas risadas, mas mostra-nos uma heroína frágil, não muito inteligente e complicada quando se trata de assumir o seu destino sozinha. Faz-nos refletir sobre as condições da mulher na sociedade de hoje.




Um sonho dentro de mim..

Um sonho dentro de mim conta a história de Ana uma jovem de 17 anos e de seu namorado Rubinho que fazem planos de casamento e filhos, ao mesmo tempo que ela se divide com preocupações das provas finais do colégio e da opinião de seus pais sobre a proposta de namoro e casamento. Ana era o tipo de jovem com uma família "normal", pai  conservador sempre ditando regras e mãe submissa, mas que procurava manter com ela um diálogo de amizade. Após um período de adaptação de seus pais ao novo namoro, Ana decide contar à sua mãe que esta grávida. O mais difícil foi contar à seu pai, no entanto nem mesmo o mal humor dele acabou com a sua felicidade que durou até ela receber  a  notícia de que Rubinho havia se suicidado.Ana não queria acreditar, ela não entendia porque ele havia feito aquilo.Foi aí que César o irmão dele contou à ela que Rubinho estava com AIDS e contou também que ele havia deixado um bilhete onde ele pedia que ela também fizesse o exame e que ela o perdoasse.Ana então fez o exame e após uma espera angustiante teve a notícia de que também era portadora do vírus, passando desde então a  conviver com o preconceito e com a dúvida sobre o futuro e o que aconteceria com seu filho.Após o nascimento de seu filho que recebeu o nome do pai e a confirmação que ele não possuia AIDS, Ana ficou tão animada que até decidiu participar de um grupo de apoio a portadores de HIV. Lá Ana ouviu muitas histórias parecidas e as vezes até piores que a sua. Ela também conheceu Fabiano com quem mais tarde começou a namorar
Leia o livro um sonho dentro de mim, você vai se comover com esta comovente história.

  As Cerejas - Lygia Fagundes Telles

                                    
                                                       

As belas cerejas despencando-se no chão, em meio aos relâmpagos que apagara a luz... 
Júlia corria de um lado para o outro, procurando ajudar a Madrinha que agitada organizava a casa, cuidando de todos os detalhes, para receber a visita da Tia Olívia (sua prima). Dionízia, a cozinheira, trabalhava em dobro com as novas receitas para agradá-la. 
Com um galho de cerejas ornamentando o decote, a vaidosa tia Olívia, enfastiada e lânguida, abana-se com uma ventarola chinesa, incomodada com a temperatura do local. Júlia ficara encantada . Só conhecia cerejas nas folhinhas. 
Marcelo, outro membro da família. Elegante, porém crítico e esnobe, parente Alberto, marido da Madrinha, chegara antes dela para passar as férias. Ele e a tia Olívia destacavam-se como alguém superior, especial. Ambos tinham estado na Europa. Ela falava e andava devagar com uma voz mansa de um gato manhoso e preguiçoso. Os dois pareciam se estranhar ou havia algo de oculto no ar. 

Certo dia, cai um temporal estarrecedor, deixando a casa em trevas. Em meio de um relâmpago que rasgou a escuridão, Júlia visualiza dois corpos tombando enlaçados no divã. Surpresa e cambaleante, recolhe-se assustada. Chorava como criança. Ficara doente. No dia seguinte, o Marcelo fora embora. Dois dias após, a tia Olívia parte também. Ao se despedir, como para se redimir com a ingênua menina, deixa-lhe carinhosamente o galho de cerejas de lembrança; pois despertava-lhe curiosidade e encanto. 


Conto de Clarice Lispector "Felicidade Clandestina"

A narradora recorda sua infância no Recife. Ela gostava de ler. Sua situação financeira não era suficiente para comprar livros. Por isso, ela vivia pedindo-os emprestados a uma colega filha de dono de livraria. Essa colega não valorizava a leitura e inconscientemente se sentia inferior às outras, sobretudo à narradora. Certo dia, a filha do livreiro informou à narradora que podia emprestar-lhe "As Reinações de Narizinho", de Monteiro Lobato, mas que fosse buscá-lo em casa. A menina passou a sonhar com o livro. Mal sabia a ingênua menina que a colega queria vingar-se: todos os dias, invariavelmente, ela passava na casa e o livro não aparecia, sob a alegação de que já fora emprestado. Esse suplício durou muito tempo. Até que, certo dia, a mãe da colega cruel interveio na conversa das duas e percebeu a atitude da filha; então, emprestou o livro à sonhadora por tanto tempo quanto desejasse. Essa foi a felicidade clandestina da menina. Fazia questão de "esquecer" que estava com o livro para depois ter a "surpresa" de achá-lo. "Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante." 

Conto de Clarice Lispector "Amor"

Ana era uma dona de casa preocupada com seus afazeres rotineiros. Tinha marido, filhos e morava em uma boa casa. Certo dia, saiu para fazer compras para o jantar e, ao retornar para casa, já dentro de um bonde, foi surpreendida por um cego parado no ponto, que mascava chicletes com muita naturalidade. Isso a despertou para novas sensações e sentimentos.
Quando o bonde voltou a andar, Ana deixou cair as compras. Passageiros recolheram o que ficou espalhado, depois seguiram viagem. A distração era tão grande, que Ana acabou perdendo o ponto que a faria retornar para casa, por isso, desceu próximo ao Jardim Botânico. Ficou toda a tarde observando cada detalhe do local, pássaros, insetos, folhas, flores, terra e vento. Em certo momento, lembrou dos filhos, do marido e do jantar, o que a fez correr. 
Assim que chegou, também passou a ver o filho, o marido e a própria casa de maneira diferente, parecia que o amor por todos havia aumentado. Jantaram com amigos e crianças. Depois, Ana e o marido foram dormir. Assim voltando a sua rotina de antes.


Nesse vídeo mostra a entrevista com Clarice Lispector, feito pelo programa Panorama Especial, transmitido pela TV cultura em 1977. Percebemos o quanto Clarice é natural, e demonstra seu jeito como medo, angustia, desprezo, entre outros afirmados pela própria autora.

CLARICE LISPECTOR


Clarice Lispector nasceu na Ucrânia, na aldeia Tchetchenilk, no ano de 1925. Os Lispector emigraram da Rússia para o Brasil no ano seguinte. Fixaram-se entãi em Recife, onde a escritora passou a infância. Clarice tinha 12 anos e já era órfã de mãe quando a família mudou-se para o Rio de Janeiro. Entre muitos interesses em leitura, ingressou no curso de Direito, formou-se e começou a colaborar em jornais cariocas. Casou-se com um colega de faculdade em 1943. No ano seguinte publicava sua primeira obra: “Perto do coração selvagem”. A moça de 19 anos viu que os leitores ficavam surpreendidos e na crítica: quem era aquela jovem que escrevia "tão diferente"? Seguindo o marido, diplomata de carreira, viveu fora do Brasil por quinze anos. Clarice muito diferente dos outros autores, escrevia por escrever, aliás, não gostava de publicar suas histórias, como sua mãe.
 Dedicava-se exclusivamente a escrever. Separada do marido e de volta ao Brasil, passou a morar no Rio de Janeiro. Em 1976 foi convidada para representar o Brasil no Congresso Mundial de Bruxaria, na Colômbia. Claro que aceitou: afinal, sempre fora mística, supersticiosa, curiosa a respeito do sobrenatural. Em novembro de 1977 soube que sofria de câncer generalizado. No mês seguinte, na véspera de seu aniversário, morria em plena atividade literária e gozando do prestígio de ser uma das mais importantes vozes da literatura brasileira.