quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Biografia de Celília Meireles



Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil S.A., e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro. Foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. O pai faleceu três meses antes do seu nascimento, e sua mãe quando ainda não tinha três anos. Criou-a, a partir de então, sua avó D. Jacinta Garcia Benevides. Escreveria mais tarde:
"Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno.
 (...) Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade.
  (...) Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano."

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Literatura em vídeo - Cem anos de perdão


Foi solicitado pela professora Ilvanita, que os alunos escolhessem um conto e fizessem um vídeo contando sua história. O trabalho foi feito em trio, e o meu escolheu o conto "Cem anos de perdão" de Clarice Lispector. Escolhemos esse conto porque acreditamos que seria de fácil entendimento, além de ser bastante legal. O que tentamos fazer foi reproduzir o conto da melhor maneira possível, e colocamos legendas pois mesmo sendo fácil, teria algumas pessoas que não entenderia o contexto, pelo fato de não conter fala das personagens. Basicamente, o conto relata a história de duas amigas que moram em Recife e passeiam pelas ruas dos ricos, brincavam de decidir qual seria a sua casa. E então a menina avistou uma rosa, e queria tê-la de qualquer jeito, formou um plano com sua amiga, e a roubou sem que ninguém as visse. Chegando em casa, colocou a rosa em um copo, e tinha o prazer de falar que a rosa era só dela. Passaram a roubar rosas e pitangas e repetiam o mesmo processo sempre, costumavam dizer que "Ladrão de rosas e pitangas, tem cem anos de perdão".

Campanha: "Todos Contra Dante"



Síntese do livro: “Uma garrafa no mar de gaza”

A história tem início após um atentado em Israel em um café próximo à casa de Tal, isso impressiona Tal, fazendo com que esta menina de 17 anos escreva uma carta sem destino certo, como forma de desabafar seus sentimentos. Esta carta é jogada por seu irmão no mar de Gaza e Tal tem esperança de que ela seja encontrada por outra jovem que possa lhe ajudar a passar por esta situação de alguma forma, mesmo que apenas conversando a respeito.
Naim, jovem de 20 anos, morador de Gaza e já acostumado com o pânico e terror causado por ataques violentos encontra a carta de Tal e responde com um e-mail não muito amigável, porém através da insistência de Tal ambos começam a se corresponder por e-mail, compartilhando informações, sentimentos e as histórias de suas vidas.
Imagine o quanto para esses dois jovens é difícil conviver em um mundo onde só há guerra e violência, onde as pessoas não respeitam a opinião do outro, onde são obrigados a participar, de certo modo, de uma guerra que não condiz com os pensamentos deles. Pois é exatamente isso que acontece! E não importa como eles se sintam, pois a realidade é essa é quem são eles para mudar algo? Nesse clima de e-mails e fatos narrados por ambos os personagens uma amizade sincera vai criando raiz.. Entre duas pessoas que poderiam ser consideradas traidores de seu próprio povo.
Poemas de Cecília Meireles

Poema VII
Não ames como os homens amam.
Não ames com amor.
Ama sem amor.
Ama sem querer.
Ama sem sentir.
Ama como se fosses outro.
Como se fosses amar.
Sem esperar.
Por não esperar.
Tão separado do que ama, em ti,
Que não te inquiete
Se o amor leva à felicidade,
Se leva à morte,
Se leva a algum destino.
Se te leva.
E se vai, ele mesmo...

Poema VIII
Não digas: “o mundo é belo” .
Quando foi que viste o mundo?
Não diga: “o amor é triste”.
Que é que tu conheces do amor?
Nçao digas: “ a vida é rápida”
Como foi que mediste a vida?
Não digas: “eu sofro”.
Que é que dentro de ti és tu?
Que foi que te ensinaram
Que era sofrer?

De: Alexsandra Santos
Para: Myllena Gomes
Crônicas digitais: Retrato da gente



Autor: Rachel de Queiroz
Biografia: É uma das grandes escritoras da literatura brasileira. Já escreveu contos, romances, crônicas, peças de teatro, criticas literárias e livros infantis. Nascida no Ceará, ela e sua família migram para o Rio de Janeiro no ano de 1917, fugindo de uma forte seca que assolava o Nordeste. Fatos como esse influenciariam profundamente sua literatura, que tem como uma de suas características mais marcantes o realismo com que aborda o homem nordestino e os problemas relacionados com a terra. Rachel estreou no mundo literário muito jovem, aos 20 anos de idade, com seu romance O Quinze, que aborda temas como a seca e a pobreza. Foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, no ano de 1977, e já recebeu diversos prêmios literários. Grande cronista, Rachel já publicou mais de duas mil crônicas, que deram origem a diversos livros.
Síntese da Crônica: "Não aconselho envelhecer"
 A autora traça nessa crônica uma perspectiva sobre a velhice bastante diferente da do senso comum. Primeiramente, ela discorda do termo "terceira idade", e elenca o que considera diversos prejuízos causados pelo envelhecimento, que para ela é como uma "espécie de HIV a longo prazo".


Autor: Rubem Braga
Biografia: Rubem Braga nasceu em 1913 e morreu em 1990, ele foi um cronista, poeta, tradutor, repórter, e crítico de artes plásticas. Escreveu grandes obras como: Casa do Braga, O conde e o Passarinho e três Primilivros. Tornou-se conhecido do grande público ao escrever crônicas em jornais de grande circulação.
Síntese da Crônica: “O padeiro”
O padeiro é uma crônica cotidiana que envolve um personagem não tão comum nos dias atuais, um personagem sabido e de humilde coração que não guarda mágoas do que dizem sobre seu simples trabalho, mas que com poucas palavras da humilde lição para aqueles que são classificados como “ninguém”, e quando somem fazendo, falta e a diferença no cotidiano de cada um.


Autor: Ruy Castro
Biografia: Ruy Castro nasceu na cidade mineira de Caratinga, em 1948. Ele partiu para o Rio de Janeiro, ainda adolescente, ingressou na faculdade de ciências sociais e iniciou sua carreira jornalística no jornal Correio da Manhã, em 1967, onde teve a oportunidade de trabalhar ao lado de Paulo Francisco, grande influência em trajetória como jornalista, tradutora e escritor brasileiro. Ele já participou das redações de Pasquim, jornal do Brasil folha de São Paulo, Veja São Paulo, Istoé, Playboy, Status e manchete, principalmente nas colunas de cultura.
Síntese da Crônica: “A onda que se ergueu no mar”
As andanças de Tom Jobim pelo mundo, o longo verão de Brigitte Bardot em Búzios, a trágica historia de Orlando Silva, as vidas paralelas de Dick Farney e Lucio Alves, céus e mares de Johnny Alf e João Donato. 

Lembranças vêm e vão...

Após uma noite sem dormir com os pensamentos ao vento, sento na poltrona e começa a repaginar o álbum de minha família.
Alguns anos atrás, meus pais faleceram por problemas de saúde, então permaneci sozinha aqui nesta casa.
Sinto tanta falta deles, que dor é essa que sinto quando encosto na janela e fico observando o céu, lembro como se fosse hoje meus “velhinhos1 sentados em volta a mesa de jantar, planejando como seria meu futuro, eles queriam que eu fosse professora.
Então segui a opinião deles e me formei em pedagogia, trabalhei alguns anos e logo me afastei do emprego por ter alguns problemas físicos.
Hoje sim, me orgulho e digo que Dona Maria e Pedro, foram e continuam sendo os melhores pais do mundo, sempre lutaram para dar tudo do bom e do melhor para mim e para meus irmãos.
Onde quer que estejam, vou amá-los sempre.
- Alexsandra Santos da Silva
                                                                                                     

Baseado no quadro: Uma garota na janela.


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quinta-feira, 3 de outubro de 2013


Primavera Árabe
A Primavera Árabe não se trata de um evento, de algo breve ou de uma estação do ano, trata-se de um período de transformações históricas nos rumos da política mundial. Entende-se por Primavera Árabe a onda de protestos e revoluções ocorridas no Oriente Médio e norte do continente africano em que a população foi às ruas para tirar ditadores do poder, autocratas que assumiram o controle de seus países durante várias e várias décadas.
Tudo começou em dezembro de 2010 na Tunísia, com a derrubada do ditador Zine El Abidini Ben Ali. Em seguida, a onda de protestos se arrastou para outros países. No total, entre países que passaram e que ainda estão passando por suas revoluções, somam-se à Tunísia: Líbia, Egito, Argélia, Iêmen, Marrocos, Bahrein, Síria, Jordânia e Omã. Veja abaixo as principais informações a respeito de cada uma dessas revoluções.
Tunísia: Os protestos na Tunísia, os primeiros da Primavera Árabe, foram também denominados por Revolução de Jasmin. Essa revolta ocorreu em virtude do descontentamento da população com o regime ditatorial, iniciou-se no final de 2010 e encerrou-se em 14 de Janeiro de 2011 com a queda de Ben Ali, após 24 anos no poder.
O estopim que marcou o início dessa revolução foi o episódio envolvendo o jovem Mohamed Bouazizi, que vivia com sua família através da venda de frutas e que teve os seus produtos confiscados pela polícia por se recusar a pagar propina. Extremamente revoltado com essa situação, Bouazizi ateou fogo em seu próprio corpo, marcando um evento que abalou a população de todo o país e que fomentou a concretização da revolta popular.



Principais episódios do conflito entre Israel e Palestina´
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, entregou às 11h35 locais (12h35 de Brasília) desta sexta-feira ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a carta reivindicando a aceitação de um Estado palestino no organismo . Veja a seguir as principais datas que marcam o conflito de mais de 60 anos entre palestinos e Israel:
- 29 de novembro de 1947: Assembleia Geral da ONU adota a resolução 181 sobre a partilha da Palestina, então sob mandato britânico, e a criação de dois Estados, um judeu e outro árabe, deixando Jerusalém sob status internacional. Resolução é rejeitada por países árabes.
- 14 de maio de 1948: É proclamado o Estado de Israel e começa a Primeira Guerra Árabe-Israelense. Conflito termina em 24 de fevereiro de 1949, com Israel ampliando seu território. Gaza fica sob controle egípcio, enquanto a Jordânia passa a controlar a Cisjordânia.
- 28 de maio de 1964: Criação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) durante o Primeiro Congresso Nacional palestino (CNP, Parlamento). Adoção de uma Carta reivindicando o direito à autodeterminação e à soberania para os palestinos e rejeitando a criação de Israel.
- 5-10 de junho de 1967: Guerra dos Seis Dias. Israel anexa Gaza, o Sinai egípcio, a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e as colinas do Golan sírias.
- 6-26 de outubro de 1973: Guerra do Yom Kippur. A ONU adota a resolução 338, que estabelece um cessar-fogo e faz um apelo ao diálogo.
- 22 de novembro de 1974: A Assembleia Geral da ONU reconhece o direito dos palestinos à autodeterminação e à independência e autoriza um status de observador para a OLP.
- 27 de março de 1979: Israel e Egito assinam os Acordos de Camp David, e Israel devolve o Sinai.
- 6 de junho de 1982: Israel invade o Líbano para expulsar a OLP e estabelece uma presença militar no país durante 18 anos.
- 6-9 de setembro de 1982: A Liga Árabe adota o plano de Fez, que retoma o apresentado em agosto de 1981 pelo príncipe herdeiro Fahd. O plano reconhece implicitamente Israel e prevê a criação de um Estado palestino e a retirada israelense de todos os territórios ocupados em 1967.
- 10 de novembro de 1987: Explode a Primeira Intifada (levante palestino).
- 13 de setembro de 1993: Após seis meses de negociações secretas em Oslo, Israel e a OLP se reconhecem mutuamente e assinam em Washington a Declaração de Princípios sobre uma autonomia palestina transitória de cinco anos, que outorga autonomia a Gaza e Jericó. O primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, e o chefe da OLP, Yasser Arafat, apertam as mãos, um acontecimento histórico.
- 1 de julho de 1994: Arafat chega a Gaza após 27 anos de exílio e cria a Autoridade Palestina, da qual será eleito presidente em janeiro de 1996.
- 17 de maio de 1999: Benjamin Netanyahu não consegue ser reeleito após derrota para o trabalhista Ehud Barak, o que permite recuperar a fórmula "paz por territórios", cunhada por Rabin.
- Julho de 2000: Fracassam as conversas de Camp David II entre Arafat e Barak, com a mediação do presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.
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Palestino entra em choque com soldados israelenses durante a Segunda Intifada, iniciada em 28/9/2000
- 28 de setembro de 2000: O líder opositor israelense Ariel Sharon visita a Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém Oriental, e explode a Segunda Intifada.
- Dezembro de 2001: Sharon, o novo primeiro-ministro, decreta o confinamento de Arafat em Ramallah, capital da Cisjordânia, culpando-o por onda de atentados.
- 12 de março de 2002: Resolução 1.397 do Conselho de Segurança menciona pela primeira vez o Estado palestino.
- 16 de junho de 2002: Começa a construção do muro na Cisjordânia.
- 30 de abril de 2003: Publicação do mapa do caminho elaborado pelo Quarteto para o Oriente Médio (EUA, ONU, Rússia e UE), que prevê um Estado palestino até 2005. Os palestinos aceitam, Israel adota o plano em maio, mas faz 14 objeções.
- 11 de novembro de 2004: Arafat morre em Paris.
- 9 de janeiro de 2005: Mahmud Abbas ganha as eleições para a presidência da ANP.
- 15 de agosto de 2005: Israel inicia o plano de desligamento, pelo qual retira de Gaza seus soldados e 8 mil colonos.
- 25 de janeiro de 2006: Grupo islâmico Hamas ganha as legislativas por maioria absoluta.
- Março de 2007: Hamas e partido laico Fatah, da ANP, formam um governo de união nacional, que dura apenas três meses.
- 15 de junho de 2007: Hamas toma o controle de Gaza pela força. Abbas dissolve governo e forma outro, com Salam Fayyad como primeiro-ministro.
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Tanques israelenses destroem casa em 16/1/2009 na em Gaza
- 27 de dezembro de 2008 a 18 de janeiro de 2009: Israel lança operação contra Hamas em Gaza, sua maior ofensiva em 40 anos, e deixa 1,3 mil mortos.
- 10 de fevereiro de 2009: Netanyahu ganha as eleições.
- 2 de setembro de 2010: Começam em Washington, sob a mediação do presidente dos EUA, Barack Obama, as primeiras negociações diretas com a participação de Abbas e Netanyahu, após 20 meses de paralisação. Elas, porém, terminam sem sucesso, após Israel não renovar moratória de construção de assentamentos na Cisjordânia.
- 19 de maio de 2011: Obama pede que fronteiras israelenses anteriores à Guerra dos Seis Dias sejam base para formação de Estado palestino . Netanyahu rejeita proposta, falando que divisas de 1967 são 'indefensáveis' .
- 16 de setembro de 2011: Abbas anuncia quepedirá a Conselho de Segurança adesão plena à ONU , afirmando que Palestina precisa ser aceita como membro da organização para negociar paz com Israel.


Estado Laico
Estado laico significa um país ou nação com uma posição neutra no campo religioso. Também conhecido como Estado secular, o Estado laico tem como princípio a imparcialidade em assuntos religiosos, não apoiando ou discriminando nenhuma religião.
Um Estado laico defende a liberdade religiosa a todos os seus cidadãos e não permite a interferência de correntes religiosas em matérias sociopolíticas e culturais.
O Brasil é oficialmente um Estado laico, pois a Constituição Brasileira e outras legislações preveem a liberdade de crença religiosa aos cidadãos, além de proteção e respeito às manifestações religiosas.
No artigo 5º da Constituição Brasileira (1988) está escrito:
“VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;”
Contudo, a laicidade do Estado pressupõe a não intervenção da Igreja no Estado, e um aspecto que contraria essa postura é o ensino religioso nas escolas públicas brasileiras.
Nos países que não são laicos (teocráticos), a religião exerce o seu controle político na definição das ações governativas. Nos países teocráticos, o sistema de governo está sujeito a uma religião oficial. Alguns exemplos de nações teocráticas são: Vaticano (Igreja Católica), Irã (República Islâmica) e Israel (Estado Judeu).



Estado Nação
A ideia de Estado nação nasceu na Europa em finais do século XVIII e inícios do século XIX. Provém do conceito de "Estado da Razão" do Iluminismo, diferente da "Razão de Estado" dos séculos XVI e XVII. A Razão passou a ser a força constituidora da dinâmica do Estado-nação, principalmente ao nível da administração dos povos. A ideia de pertença a um grupo com uma cultura,língua e história próprias, a uma nação, foi sempre uma das marcas dos europeus nos últimos séculos, ideal que acabariam por transportar para as suas projeções coloniais. Há um efeito psicológico na emergência do Estado-nação,pois a pertença do indivíduo a tal estrutura confere-lhe segurança e certeza,enquadramento e referência civilizacional. O Estado-nação afirma-se por meio de uma ideologia, uma estrutura jurídica, a capacidade de impor uma soberania,sobre um povo, num dado território com fronteiras, com uma moeda própria e forças armadas próprias também. É na sua essência conservador etendencialmente totalitário.
O aparecimento do Estado-nação corresponde à fase nacionalista do Ocidente e ao seu processo de industrialização. Assim, o seu surgimento justificou investimentos tecnológicos e com eles lucrou, fomentando as economias nacionais e gerando capacidades militares de defesa e mesmo de ataque. Além do mais, transformou o nacionalismo numa ideologia que não mais parou de ganhar adeptos e permitiu aspirações de natureza econômica e territorial. Marx defendeu ainda que o proletariado era apátrida, era internacional, mas a Primeira Guerra Mundial, na sua origem como nas suas consequências, acabou por reforçar a ideia do Estado-nação e dos nacionalismos. Estes foram combatidos pela União Soviética, plurinacional mas internacionalista, mas que na sua desagregação acabaria por ver irromper, no seu antigo território, tantos Estados-nações amordaçados durante mais de setenta anos. A União Soviética,no entanto, não era um Estado-nação, mas um conjunto de 15 Estados-nações e mais de 100 povos por eles espalhados, muitos nómadas e clânicos mas, coma sovietização, enquadrados dentro de limites territoriais impostos por Moscovo.
Se nasceu entre as potências colonizadoras no século XIX, também nesta centúria o conceito de Estado-nação ganharia os povos da Europa de Leste,ameaçando ruir os antigos impérios dinásticos da Europa, nomeadamente o Austro-Húngaro, em cujo seio estalou a Primeira Guerra Mundial, graças a um estudante sérvio que lutava pela proclamação de um Estado para a sua nação sérvia. Era a época dos nacionalismos e da emergência das nacionalidades, que Estaline reprimiria na União Soviética e que Hitler tentara subjugar com o nazismo, mas que acabou por sair da Europa e conquistar outros continentes,acelerando a descolonização africana, por exemplo. Nalguns casos, no pós-Segunda Guerra, o nacionalismo ganhou um cariz religioso, como o Irão xiita,noutros assumiu o comunismo como bandeira ideológica e política.
Mas na Europa, com Charles de Gaulle e Jean Monet, por exemplo, sem se perder a ideia do Estado-nação, criou-se, com a Comunidade Europeia, a Europa das Nações, que tem paralelo militar e político na NATO e até nas NaçõesUnidas. As nacionalidades não se diluíram, pelo contrário, como nos Balcãs,antes se agruparam na prossecução de interesses e estratégias que só em comum em concertação poderiam superar crises e estabelecer vias e metas para o futuro. Outros pontos do globo, a ideia de um povo, uma língua, um território, logo uma nação, daí a necessidade de Estado, a independência enfim,tem pulverizado e retalhado antigos grandes Estados, gerando conflitos escaladas de violência inusitadas.


Definição de território
A ciência geográfica apresenta, de acordo com as diferentes correntes do pensamento, conceitos que são elementares para a compreensão dessa disciplina. A categoria território, juntamente com a paisagem, lugar, região e espaço, é um dos principais focos de estudo da Geografia.
Nesse sentido, o território é considerado pela maioria das correntes do pensamento geográfico, um conceito-chave da Geografia. Contudo, sua análise não é exclusiva da Geografia, sendo, portanto, abordado por outras ciências, o que o torna um termo polissêmico.
Na análise do território, os aspectos geológicos, geomorfológicos, hidrográficos e recursos naturais, por exemplo, ficam em segundo plano, visto que sua abordagem privilegia as relações de poder estabelecidas no espaço.
A concepção mais comum de território (na ciência geográfica) é a de uma divisão administrativa. Através de relações de poder, são criadas fronteiras entre países, regiões, estados, municípios, bairros e até mesmo áreas de influência de um determinado grupo. Para Friedrich Ratzel, o território representa uma porção do espaço terrestre identificada pela posse, sendo uma área de domínio de uma comunidade ou Estado.
Nesse sentido, o conceito de território abrange mais que o Estado-Nação. Qualquer espaço definido e delimitado por e a partir de relações de poder se caracteriza como território. Uma abordagem geopolítica, por exemplo, permite afirmar que um consulado ou uma embaixada em diferentes países, seja considerado como parte de um território de outra nação.
Portanto, o território não se restringe somente às fronteiras entre diferentes países, sendo caracterizado pela ideia de posse, domínio e poder, correspondendo ao espaço geográfico socializado, apropriado para os seus habitantes, independentemente da extensão territorial.
 
Estado Nacional

Existe um Estado Nacional quando há um governo centralizado e soberano sobre uma nação, ou seja, um povo com cultura comum, que habita um determinado território (país). Como na Modernidade o poder exercido pelo rei se confundia com o Estado, podemos falar em Monarquia Nacional.


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Dicas de filme:

A ultima música




A procura da felicidade


Dicas de músicas:

93 Million Milles

Love Faces


Teu segredo



"A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa.
- Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.
Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos,
os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!"
- O pequeno príncipe.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Um na estrada- Caio Riter

Davi, o adolescente estranho, como ele mesmo se define, briga com a mãe e resolve ir a Buenos Aires, para a casa da avó, Berenice. Porém, o que parecia ser o destino certo para fugir da terapia e dos questionamentos dos pais, revela-se uma vitrine para expor os próprios monstros. Repleto de dúvida, mágoas e ressentimentos, o jovem atravessa a fronteira e enfrenta situações inesperadas, além de se deparar com sentimentos e preocupações que desconhecia. A saudade dos amigos Glauco, Luli e Lorde, os julgamentos dos pais, a presença da psicóloga de fala mansa e olhos verdes, o estranho do ônibus, uma bruxa, o cão Almodóvar, o carinho da avó e até uma possível paixão fazem com que Davi repense a vida e abra o coração. Tudo isso em meio a citações das obras de Poe, em especial do poema O Corvo. Ao final, com todo adolescente plugado nas redes sociais, Davi expõe em seu blog, de maneira clara, sucinta e verdadeira, seus medos e receios, e mostra a sensibilidade do adolescente diante de suas experiências, uma lição que todo jovem gostaria de aprender durante sua própria jornada.

Sussurro - Hush, Hush 



Se apaixonar nunca foi tão fácil… ou tão mortal. Para Nora Grey, romance não era parte do plano. Ela nunca se sentiu particularmente atraída por nenhum garoto de sua escola, não importa o quanto sua melhor amiga Vee os empurre para ela. Não até a chegada de Patch.
Com seu sorriso tranquilo e olhos que parecem enxergar dentro dela, Nora é atraída por ele contra seu bom senso. Mas após uma série de acontecimentos aterrorizantes, Nora não sabe em quem confiar. Patch parece estar onde quer que ela esteja, e saber mais que ela do que seus amigos mais íntimos.
Ela não consegue decidir entre cair nos braços dele ou correr e se esconder. E quando tenta encontrar algumas respostas, ela se acha próxima de uma verdade que é bem mais perturbadora do que qualquer coisa que Patch a faça sentir. Pois Nora está bem no meio de uma antiga batalha entre os imortais e aqueles que caíram – e, quando se trata de escolher lados, a escolha errada poderá custar sua vida.

O menino do pijama listrado- Jonh Boyne

O livro de John Boyne mostra os horrores da Segunda Guerra Mundial no interior da Alemanha. E é através do olhar de uma inocente criança que nada sabe sobre os confrontos e os nazistas que a história é contada.
Bruno de 9 anos, é o menino que não entende sua repentina partida de Berlim, cidade bela e muito aconchegante, e a única coisa que sabe é que essa mudança está ligada ao grande trabalho de seu pai.
Na verdade, o pai de Bruno é um oficial Alemão Nazista da alta hierarquia, subordinado a Hitler, e a nova casa é localizada nas vizinhanças do campo de concentração de Auschwitz.
Bruno queria encontrar amigos e crianças, e foi quando ele encontrou uma cerca, porém não entendia porque as pessoas do outro lado vestiam um estranho pijama listrado, e em pouco tempo criou uma grande amizade com um garoto Judeu que usa esse uniforme.
Bruno está sozinho quando conhece Shmuel, uma criança da mesma idade, Judia que nasceu no mesmo dia do amigo. Embora eles vivam diferentes, a amizade é o tema mais importante da obra de John Boyne.
A leitura vale muito a pena, a amizade em meio as tentativas de justificar aqueles acontecimentos bárbaros por um menino de 9 anos, surpreende.
O final é inesquecível, e essa parte só lendo para ver.


“A culpa é sua. Sim, sua. De sempre me fazer voltar atrás. De eu nunca ter cumprido aquela velha promessa “não vou mais me apaixonar”. Mas a culpa também é minha. Por sempre atender ao teu sorriso. Por sempre estar disponível. Ou será que o culpado é esse meu coração? Esse bobo e frágil coração. Que sempre esta carente, sempre precisando de cuidados. Queria apenas saber de quem é a culpa, se é que existe um culpado.”
                          - Querido John